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Fernando Cirino Gurgel recebe a comenda Sebastião de Arruda Gomes 2017

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O reconhecimento é um dos mais importantes indicadores de sucesso de um homem, de uma instituição, de um empreendimento. Por meio do reconhecimento valorizam-se as ações, realçam-se os exemplos, disseminam-se as ideias. Foi por assim entender que o SIMEC instituiu, em 2012, a “Comenda Sebastião Arruda Gomes”. E um dos homenageados desse ano de 2017 foi o fundador da Durametal, Fernando Cirino Gurgel. Segue abaixo texto publicado na revista do SIMEC nº 23.

FERNANDO CIRINO GURGEL
O número sete tem marcado a minha vida sempre positivamente. Cheguei ao mundo no dia 17 de maio de 1952. Cinquenta e dois, interessante. Desde cedo percebi o quando gostava do 7, o quanto esse número me encantava, e as coincidências que se seguiram trataram de reforçar este sentimento. Já no início da idade adulta, comecei a namorar com a Tereza no dia 7 de outubro, e não foi programado, simplesmente aconteceu. Três anos depois nós estávamos nos casando também no dia 7 de outubro, exatamente na data em que os pais dela comemoravam suas Bodas de Prata. Dois anos depois, no dia 7 de março de 1977, eu vim a adquirir a Metaneide, minha primeira grande experiência empreendedora e segunda experiência de vida no trabalho. Sim, minha verdadeira e maior escola foi a Fundição Cearense, onde trabalhei por exatos 7 anos, de 1970 a 1977, quando então mudei por inteiro para a “minha” empresa.

Mas os fatos foram acontecendo, seguindo a ordem que a natureza lhes impunha. Em 1987 eu chego à presidência do CIC (Centro Industrial do Ceará). Eu fui o 7º presidente da nova era do CIC, iniciada com a gestão do saudoso Beni Veras. Imediatamente depois fui eleito presidente da FIEC, e lá fiquei por 7 anos. E quando eu fui ver a história da Federação, fundada em 1950, também pude perceber que, por coincidência (haverão coincidências?) eu também fui o 7º presidente da FIEC. Vim depois de Tomaz Pompeu, Valdir Dyogo, Chico Silveira, Zé Raimundo Godim, Zé Flavio Costa Lima e Luís Esteves. Mais tarde eu fui eleito diretor financeiro da Confederação Nacional da Industria (CNI), por dois mandatos que duraram também 7 anos.

Mais recentemente me aconteceu um fato bastante significativo nessa minha relação com o número 7. Teve um contrato que se venceu em 7 de julho de 2015, 7 do 7, e que permitiu que eu adquirisse aquele que foi o primeiro parque da história da indústria de energia eólica no Brasil, a Eólica da Prainha. Só a possibilidade que agora eu tenho de transformar esse parque em um dos mais modernos do país, com um potencial de crescimento inigualável, já me enche de energia para os anos que virão.

E hoje, quando recebo o comunicado de que serei homenageado pelo sindicato que tive o privilégio de presidir com apenas 25 anos de idade (5 + 2, de novo) ficou por demais lisonjeado. Especialmente por receber a comenda que traz estampada o nome Sebastião de Arruda Gomes, diretor secretário exatamente durante a minha gestão. Isto sem falar que o meu pai, José Célio Gurgel de Castro, minha grande fonte de inspiração e amor, foi um dos fundadores e primeiro presidente da Associação Profissional das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará, entidade que em seguida se converteria no Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará, ainda no início da década de 1970.

É, minhas raízes estão definitivamente fincadas no solo cearense, alimentadas pela força propulsora do empreendedorismo, animadas pela energia do trabalho. Mesmo depois que eu passei o comando da Duramental para os sócios espanhóis, deixei a gestão da empresa sob os cuidados do meu filho caçula, o Felipe Gurgel, que segue como sócio, eu pude ter a certeza de que essa história que vem desde 1855 e que no início do século passado entrou para a nossa família, através do meu bisavô, depois meu avô, depois meu pai, depois eu, desde a Fundição Cearense, passando pela Metaneide e a Duramental, essa história seguirá alimentando a alma de nossa família.

Eu sigo, agora em novas praias, me realizando a caminho do futuro, através da energia renovável, um caminho irreversível rumo ao amanhã. Nós que habitamos no Ceará, temos nestas duas fontes limpíssimas de energia, que são a fonte eólica e a fonte solar, a base de sustentação da economia que virá. E isto me anima muito, me renova, me move, me rejuvenesce.

Começo uma nova história de vida, mas que não vem de hoje. Há mais de 20 anos eu venho sonhando com isso, e se tornou realidade a partir de 2015, com aquisição da Eólica Prainha. Eu também adquiri léguas generosas de terras lá na chapada do Apodi, uma região privilegiada em termos de sol e de vento, com topografia espetacular e com conexão disponível, o que me permite superar um dos maiores gargalos na relação com a rede básica de energia. Em breve nós estaremos contribuindo sobremaneira para a oferta de energia a partir das fontes renováveis eólica e solar com uma boa parcela da demanda do Ceará e do Nordeste.

Se me anima o fato de poder contribuir para o desenvolvimento sustentável do meu estado através das energias renováveis, me anima ainda mais a possibilidade que tenho tido de promover desenvolvimento em outra área que é uma das maiores geradoras de emprego e renda, a imobiliária. Meu mais novo desafio é a implantação de um bairro totalmente planejado, o Portal do Eusébio, que fica no entroncamento da CE 010 com a CE 040, onde pouco tempo atrás lançamos o condomínio Jardins Ibiza, já construído e entregue. No Portal do Eusébio, nós temos mais de 400 mil metros quadrados de área que serão dedicados à instalação de empreendimentos comerciais, com 27 quadras (mais uma vez vem um 7 na minha vida), onde serão instaladas escolas, centros de negócios, torres empresariais, hotéis, bancos e tudo o mais que dará suporte ao condomínio residencial onde 14 quadras haverão de abrigar mais de 10 mil moradores.

Minha atividade imobiliária tem se dado de uma forma diferenciada, eu não quero simplesmente vender imóveis, eu quero promover a felicidade das pessoas, eu me realizo com a felicidade dos outros, a felicidade dos outros me torna mais feliz ainda. Ao longo da minha vida eu tive o privilégio de ver pessoas progredindo ao meu lado, crescendo comigo, me ladeando. Dai eu entender que devo oferecer uma moradia de qualidade, em que as pessoas possam se sentir felizes e seguras, em contato com a natureza e em sociedade. É isto que me motiva a empreender nesta área.

Esses novos desafios têm me dado animo, alma nova para continuar minha trajetória de empreendedor. O mundo do empreendedorismo é o meu mundo, eu adoro desafios construtivos, detesto perder tempo com coisas que não agreguem, que não tragam contribuição para o meu legado. Eu gostaria de ser visto no futuro, depois da minha partida (e não tenho pressa nenhuma nisso), como uma pessoa que deixou uma marca positiva na sociedade em que eu tive o privilégio de viver. Eu estou feliz, muito feliz, pelo momento que ora vivo.